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Diocese de Floriano promoveu o “Dia do compromisso com o clima” em Ribeiro Gonçalves

17 de setembro de 2019
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Diocese de Floriano promoveu o “Dia do compromisso com o clima” em Ribeiro Gonçalves

Três dias de muita integração e compromisso firmados com o nosso clima, foi o que aconteceu nos dias 13 a 15 de setembro, na paróquia de São João Batista, em Ribeiro Gonçalves, no sul do Estado do Piauí. Denominado como “O Dia de oração e compromisso com o clima”, um chamado do Papa Francisco, através da Carta Encíclica “Laudato Si” sobre o cuidado da casa comum.

O Encontro reuniu cerca de 100 pessoas, entre religiosos (padres, bispo e seminaristas), leigos, agentes Cáritas de Teresina e Floriano, Comissão Pastoral da Terra (CPT), poder público municipal – secretária de educação, Cleiciane Trindade, secretário do meio ambiente, Batista Chaves, vereador Amarildo Sousa, e comunidades dos municípios Baixa Grande do Ribeiro, Itaueira, Colônia do Gurguéia, Sebastião Leal, Ribeiro Gonçalves, Antônio Almeida e Floriano, para debaterem sobre o que está acontecendo com a nossa natureza, a preservação do meio ambiente e os efeitos das mudanças climáticas no nosso estado.

Pe. Aécio, de Ribeiro Gonçalves e Pe. Milton, de Baixa Grande do Ribeiro receberam os participantes no primeiro dia com um jantar de boas-vindas, na Fundação Leôncio Dias Medeiros. Após o jantar as famílias acolhedoras levaram as pessoas para se hospedarem em suas residências.

Dom Edvalter Andrade, bispo da diocese de Floriano fez a Celebração Eucarística de abertura do Encontro, no segundo dia, em seguida fez uma exposição sobre a “Laudato Si”. Onde mostra que todas as pessoas têm que assumir a responsabilidade e o cuidado com a casa comum, que é o nosso planeta. “Devemos preservar e cuidar das plantas, dos animais, das águas e da terra de forma que tenhamos um bem viver melhor para todos”, falou o bispo.

Carlos Humberto, assessor da Cáritas Regional Piauí, representou as Pastorais Sociais, falando da defesa do bioma Cerrado. Demonstrou através de dados e vivências o que o Cerrado vem sofrendo com a agressão dos “grandes projetos” que lá se instalaram para o progresso do Estado, segundo o governador Wellington Dias, que autoriza essas empresas a se instalarem nessa região. Mas o que se ver chega a ser estarrecedor, o desmatamento exagerado, a perder de vista, e violações de direitos das comunidades tradicionais que moram na região do Cerrado que são ignorados por essas empresas e pelo próprio governo do Estado.

Tem pessoas ameaçadas de morte por resistirem a saírem de suas casas, local que moram desde seus ancestrais. A floresta e os animais não existem mais, as comunidades dos baixões estão contaminadas com agrotóxicos que são pulverizados nas grandes lavouras de soja através de avião.

“Devemos sim, fazer a nossa parte, como igreja e sociedade civil, em defesa do Cerrado e dessas pessoas que lá vivem, denunciar essas violações e chamar o poder público para dar explicações e tomar providências para acabar com tanta desumanidade, tanto com a natureza como com as pessoas”, expressou Carlos.

Aconteceu também visitas às realidades locais, como o aterro sanitário da cidade, uma fazenda de soja, a ilha do rio Parnaíba, criatório de peixes, e ao Santuário do Coco de N. S. Aparecida. Após as visitas todos falaram do que observaram nesses locais, o que serve como exemplo de preservação e cultivo com responsabilidade social e sustentabilidade, o que o poder público e a sociedade têm feito e o que ainda pode fazer para preservar essas áreas.

Por fim, foram sistematizadas as demandas de cada comunidade que estavam presentes sobre a conservação, proteção e a busca de soluções para amenizar os efeitos das grandes queimadas e da poluição dos rios e a conscientização da população sobre preservação do meio ambiente, principalmente na redução de consumo de plásticos descartáveis e na plantação de mudas de plantas nas nascentes dos riachos e onde houve desmatamento.

Na mística de encerramento foram entregues mudas de plantas nativas do Cerrado aos participantes para que sejam plantadas nas suas comunidades de origem.

O Encontro foi promovido pela diocese de Floriano a nível Regional Nordeste 4, com o apoio da Cáritas Regional do Piauí e da paróquia de São João Batista, em Ribeiro Gonçalves.

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Comentários

Marcos vinicios b de Sousa:

Devemos sim, como um bem comum, cuidar da nossa mãe terra. Eu apoio esse movimento.a igreja está de parabéns por insistir nesse movimento.

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